Brancoemcinzas


labirinto.
março 24, 2010, 10:51 pm
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Frequentemente a necessidade de repetir me visita não em atitudes ou palavras mas talvez em sentidos de um primeiro mundo. Contudo, o segundo mundo cresce sem o mínimo esforço e espia o que mantenho equivocadamente como tão-somente meu.

Mas a leitura da alma, o garimpo do risco, do que é belo e pequenas intermitências entre igualdades eram as novidades do terceiro mundo que acabara de se compor e já era o preferido.



fevereiro 18, 2010, 1:08 pm
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Vá pra casa enquanto corre a carruagem
seguirei os pássaros pelo desvio de volta.



Sintoma
novembro 10, 2009, 8:50 pm
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carolblog234

uma marca de corte me apareceu no pulso no mesmo dia que brinquei com as estações
O cenário era antigo, monocromático… acho que lá te atravessei realmente
em sonho… no trilho… do trem

Ainda hoje sinto o corte como marca de pulso que apareceu na mesma noite que quis fugir de casa, e minha casa era eu mesma.

Não tem sangue nem dor, apenas a marca que pulso e no corte um bicho parindo a beleza de outro.
torcendo que renasça o que é esquecido…
esperando que ressurja a mais bela presença da primavera…

Finalmente fugi de casa…
como no sonho com trilha de filme
o inverno me acompanhou até metade do caminho
ajudando a proteger o desejo da borboleta pelo beija-flor.



Palavras são facas
outubro 16, 2009, 4:50 pm
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é costume
é o papel no qual me inscrevi
ser ouvido e não boca

se tu mergulhas, eu me encontro
mas se emerges… não sei se te perdes
ou sou eu quem te perde de mim

a ausência do verbo
não significa fuga dos sentidos
a ausência de actos
sim.

carol23lua



estalo
outubro 15, 2009, 3:00 am
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carblo2y74
de tão negro invisível fica, esse lado que nem existe.
o inferno está tão cheio e de lá ficar quero de fora.
transparecida, sabe assim?
diferente… ir pra cima
sei lá… bater um papo com os anjos, devem ser no mínimo interessantes com aquelas asinhas,
ou sem elas, tanto faz.
pode ser em qualquer língua, na minha, na dela, nos sinais… amarelos

e tão fofinhas, as nuvens…
eu acreditei que comê-las a gente podia, um dia… quem sabe.
eu mordo, você engole
tratado.

tudo ao meio do contrário mas, circulando
talvez tenha sido a bagunça que eu arrumei… logo cedo.
assim me deixou… avesso, do.
confesso que gosto do vento soprando por dentro
fazia um tempo



Fahrenheit
outubro 11, 2009, 9:46 pm
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vontade de transformar deserto em mar…

e embora areia já existisse, havia também
uma imagem congelada, um reflexo próprio
de quando a lua não fazia frio

onde o céu abria o calor queimava e queimava…

dentro da boca um gosto anoitecia
mas não se perdia nunca.carblo2



outubro 9, 2009, 7:43 pm
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car_blog1

o vento era forte
a chuva irritante.
o risco caiu na poça d’água
mas sentiu a nuvem passar levemente pelas costas.



abandono
setembro 20, 2009, 11:35 pm
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no dia em que o sol se revoltou contra o céu e optou pela escuridão eu o permiti que me carregasse para um labirinto dentro de sua chama.

Eu o lia tão quente e urgente porém, tão impossível que ele me deixasse queimar ou consumir.

Gostaria de dizer o que presta na poeira de um dia para, quem sabe, acalma-lo mas, o sol, com o coração na garganta, pedia só que eu contasse os segredos da lua.casamont



Resposta
setembro 17, 2009, 11:31 pm
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machadork

- continuem dilatando – é o que peço a meus poros – até que de tão abertos, em vocês
brotem meu jardim.

eu culparia os olhos que me ardem
diria: é no inferno que me acho
mas aqui do lado eu vejo a calma dando tapas na tormenta.



Anáfora
setembro 14, 2009, 3:07 am
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Meu amor não nasceu aqui. Não dentro de mim
Meu amor nasceu em ruas elétricas e em luzes magnéticas.

Minha palavra não vem daqui.
Minha palavra cresce através de superfícies que eu não pisei

Meus astros não me vêem de cima
Meus astros ficam bêbados e moram em esquinas abandonadas.

Um evento que me divida inteiro… cansei de ser um só
Nada mais em mim é meu… nem a ordem das metades que estão jogadas por aí.

prédios




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